12. set, 2010 por blog tolisomasvou.blogspot.com
E também chega ao fim no domingão a segunda edição do Festival Mulher em Cena, organizado pela ONG Arcana. O festival apresenta desde quarta-feira trabalhos que abordam o universo do ser feminino, para valorizar a expressão artística das mulheres atendidas pela Organização.
No espaço que integra todas as atividades, ainda tem realização de brechós - o quê mais tem pra hoje, não nos perguntem: a gente também foi pego de calça baixa com relação ao evento! :p
Programação
17h – Teatro – Bonequinha de Pano (TO), no foyer** da Sala Martins Pena
18h – Show – Quésia Carvalho e Mara Rita (TO), no foyer da Sala Martins Pena
20h – Show – Alessandra Leão (PE), na sala Martins Pena*
21h – Teatro – A saia de Pandora (DF), no foyer da Sala Martins Pena
O quê: 2º Festival Mulher em Cena
Onde: Teatro Nacional Cláudio Santoro – Setor Cultural Norte
Quando: Hoje, 12 de setembro, a partir das 15h
Quanto custa: Entrada franca*
Telefone: (61) 9280-5341 // (61) 3325-6239 // (61) 3325-6256
*Para assistir às atrações dentro da Sala Martins Pena, o ingreso deve ser trocado por um pacote de absorvente íntimo descartável, que será doado para as mulheres atendidas pela ONG Arcana, responsável pelo Festival, e por outras instituições do DF.
** Foyer da Sala Martins Pena/Espaço de convivência
Saiba mais: Festival Mulher em Cena
domingo, 12 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
Memórias de 11 de setembro: 1973 x 2001
Por Fernando Fileno
Do Laboratório de Ensino e Material Didático História USP
Ficha Técnica
Gênero: Documentário
Ano de lançamento (Reino Unido): 2002
Duração: 11 min
Direção: Ken Loach
Leia também
Uma homenagem a Victor Jara e à Revolução no Chile
Chile - 11 de setembro de 1973
Fonte: http://www.mst.org.br/
Do Laboratório de Ensino e Material Didático História USP
Ficha Técnica
Gênero: Documentário
Ano de lançamento (Reino Unido): 2002
Duração: 11 min
Direção: Ken Loach
Leia também
Uma homenagem a Victor Jara e à Revolução no Chile
Chile - 11 de setembro de 1973
Fonte: http://www.mst.org.br/
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Sessentona e desregulada
Por Venício A. de Lima em 7/9/2010 Fonte: Carta Maior | |
| Setembro é o mês de aniversário da televisão no Brasil e 2010 marca os seus 60 anos. Uma idade respeitável, sem dúvida. Ao lado das celebrações, devemos aproveitar o calendário e fazer alguns rápidos registros sobre essa instituição formidável que alcançou importância única em nossa sociedade. O que de relevante tem acontecido com a televisão brasileira nos últimos anos? Certamente, ela já viveu melhores dias. Aos 60 anos, há uma significativa queda na sua audiência média – conseqüência, dentre outras causas, das profundas mudanças provocadas pelas novas tecnologias de informação e comunicação (TICs). Esse, por óbvio, não é um problema exclusivamente brasileiro. Entre nós, permanece, há décadas, a liderança da mesma rede, embora seus principais programas e gêneros não alcancem mais as incríveis audiências que tiveram no passado. Há algum tempo, merece destaque no setor a passagem do sistema analógico para o digital. A decisão sobre qual o modelo de TV digital seria adotado no país sofreu uma guinada de 180 graus entre 2003 e 2006 e a opção pelo modelo japonês, que privilegia a mobilidade e a qualidade da imagem em detrimento da abertura para novos concessionários, acabou prevalecendo. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que contestava a constitucionalidade da decisão foi recentemente julgada improcedente pelo STF (ver, neste Observatório, "STF confirma ‘erro histórico’"). Atraso de décadasUm importante avanço, sem dúvida, foi a criação da primeira experiência de TV pública no país – a TV Brasil da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em 2007. Embora previsto no artigo 223 da Constituição de 1988 para ser complementar aos sistemas privado e estatal de radiodifusão, não havia, até então, sequer uma positivação legal do que seria um sistema público de televisão. Apesar de enfrentar a sistemática e impiedosa hostilidade do sistema privado comercial dominante e de seus aliados na mídia impressa, a TV pública vai aos poucos se consolidando e, espera-se, possa, no médio prazo, se transformar em referência de qualidade para a televisão brasileira. Há, no entanto, uma área em que continuamos onde sempre estivemos: a regulação do exercício da atividade televisiva. A procuradora Vera Nusdeo, em belo capítulo intitulado "A lei da selva", no livro organizado pelo jornalista e professor Eugênio Bucci [A TV aos 50, Criticando a Televisão Brasileira no seu Cinqüentenário, Editora da Fundação Perseu Abramo], escreveu: Sem regulaçãoHá poucas semanas comentei neste Observatório que o presidente Lula havia assinado decreto criando uma comissão interministerial para "elaborar estudos e apresentar propostas de revisão do marco regulatório da organização e exploração dos serviços de telecomunicações e de radiofusão" (ver "Dezesseis anos, três decretos e nada muda"). Apesar de o ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), haver declarado, à época, que "a idéia é deixar para o próximo governo propostas que permitam avançar numa área crucial e enfrentar os desafios e oportunidades abertos pela era digital na comunicação e pela convergência de mídias", circulou a informação de que o próprio presidente Lula queria enviar ao Congresso Nacional, ainda em seu governo, a proposta de marco regulatório. Todavia, a serem verdadeiras as últimas notícias divulgadas na grande mídia sobre o assunto, "o governo desistiu de encaminhar ao Congresso Nacional, logo após as eleições, projeto de nova regulamentação das comunicações no país (...) isso, será uma tarefa do próximo governo". (cf. Luiz Carlos Azedo, "Brasília DF", Correio Braziliense, 5/9/2010, pág. 7). Como bem disse a procuradora Vera Nusdeo, dez anos atrás, no capítulo já citado: Convenhamos, essa não é uma condição a ser celebrada. | |
Plebiscito pelo limite de terra continua até o próximo dia 12
por Assessoria de Comunicação FNRA
A decisão foi tomada devido à grande procura da população para participar do Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade de Terra, que começou em todo Brasil na última quarta-feira, dia 1º de setembro.
Com o feriado prolongado de 7 de setembro, várias escolas e universidades que estão com comitês formados para a votação vão continuar com o plebiscito popular. Além disso, paróquias também vão realizar grandes manifestações no fim de semana para chamar suas comunidades a aderirem à Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade de Terra.
Os estados confirmados para a prorrogação são: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso, Tocantins, Amazonas, Pará, Bahia, Paraíba, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná, Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. O estado do Rio de Janeiro continua com a votação até a próxima sexta-feira, dia 10.
O abaixo-assinado, que circulou junto com a votação, continua em todo país até o final deste ano. O objetivo desta coleta de assinaturas é entrar com um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) no Congresso Nacional para que seja inserido um novo inciso no artigo 186 da Constituição Federal que se refere ao cumprimento da função social da propriedade rural.
Já o plebiscito popular, além de consultar a população sobre a necessidade de se estabelecer um limite máximo à propriedade da terra, tem a tarefa de ser, fundamentalmente, um importante processo pedagógico de formação e conscientização do povo brasileiro sobre a realidade agrária do nosso país e de debater sobre qual projeto defendemos para o povo brasileiro. Além disso, o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade de Terra veio como um instrumento para pautar a sociedade brasileira sobre a importância e a urgência de se realizar uma reforma agrária justa em nosso país.
Além das 54 entidades que compõem o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, também promovem o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, a Assembléia Popular (AP) e o Grito dos Excluídos. O ato ainda conta com o apoio oficial das Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).
A decisão foi tomada devido à grande procura da população para participar do Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade de Terra, que começou em todo Brasil na última quarta-feira, dia 1º de setembro.
Com o feriado prolongado de 7 de setembro, várias escolas e universidades que estão com comitês formados para a votação vão continuar com o plebiscito popular. Além disso, paróquias também vão realizar grandes manifestações no fim de semana para chamar suas comunidades a aderirem à Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade de Terra.
Os estados confirmados para a prorrogação são: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso, Tocantins, Amazonas, Pará, Bahia, Paraíba, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná, Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. O estado do Rio de Janeiro continua com a votação até a próxima sexta-feira, dia 10.
O abaixo-assinado, que circulou junto com a votação, continua em todo país até o final deste ano. O objetivo desta coleta de assinaturas é entrar com um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) no Congresso Nacional para que seja inserido um novo inciso no artigo 186 da Constituição Federal que se refere ao cumprimento da função social da propriedade rural.
Já o plebiscito popular, além de consultar a população sobre a necessidade de se estabelecer um limite máximo à propriedade da terra, tem a tarefa de ser, fundamentalmente, um importante processo pedagógico de formação e conscientização do povo brasileiro sobre a realidade agrária do nosso país e de debater sobre qual projeto defendemos para o povo brasileiro. Além disso, o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade de Terra veio como um instrumento para pautar a sociedade brasileira sobre a importância e a urgência de se realizar uma reforma agrária justa em nosso país.
Além das 54 entidades que compõem o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, também promovem o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, a Assembléia Popular (AP) e o Grito dos Excluídos. O ato ainda conta com o apoio oficial das Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Grito dos Excluídos faz manifestação paralela ao desfile oficial
Agência Brasil
12:15 - 07/09/2010
domingo, 5 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Debora Guerner é acusada por Arruda de receber propina de Joaquim Roriz
Mantida no cargo pelo CNMP, a promotora de Justiça Debora Guerner está mais uma vez em evidência. Agora acusada pelo ex-governador Arruda. Em depoimento ao MPF, Arruda declarou que a promotora do MPDFT teria recebido três parcelas de R$ 800 mil reais para não denunciar Joaquim Roriz à Justiça.
Arruda tem quase certeza que Roriz é o responsável pelas gravações que o derrubou e agora está tentando dar o troco.
Esperamos que o MPF apure rapidamente as denúncias e afaste a promotora o quanto antes.
Abaixo segue a íntegra da reportagem da revista Época.
Foto: Correio Braziliense
Exclusivo: Arruda acusa Joaquim Roriz de pagar propina ao MP
Em depoimento a procuradores, o ex-governador do Distrito Federal acusa o ex-padrinho Joaquim Roriz de pagar propina ao Ministério Público
ANDREI MEIRELES
Na terça-feira passada, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda resolveu se arriscar num teste de popularidade no centro de Brasília. Arruda andava recluso desde que saiu da cadeia, em abril, depois de passar dois meses na prisão e perder o mandato em decorrência da divulgação de um vídeo em que aparecia recebendo dinheiro de uma suposta propina. Nas ruas da capital, ele até se saiu bem. Não foi hostilizado e recebeu cumprimentos de alguns populares. Animado com a receptividade, Arruda conversou com ÉPOCA. Disse ter prestado um depoimento a procuradores da República com revelações sobre o Ministério Público do Distrito Federal e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) – líder, segundo as pesquisas, na atual corrida pelo governo do Distrito Federal.
DESAFETOS
Joaquim Roriz (à esq.) tenta se eleger governador mais uma vez. José Roberto Arruda (à dir.) voltou a circular por Brasília
ÉPOCA teve acesso ao depoimento de Arruda. No dia 2 de julho, ele contou aos investigadores uma história bombástica. Segundo Arruda, o ex-governador Joaquim Roriz teria pagado propina para não ser denunciado à Justiça. Em 2007, Roriz foi flagrado em conversas telefônicas em que acertava o recebimento de dinheiro suspeito. As conversas foram grampeadas com autorização judicial em meio à Operação Aquarela, em que a Polícia Civil de Brasília investigou denúncias de fraudes em operações do Banco de Brasília (BrB). Em seguida à divulgação do grampo Roriz renunciou ao mandato de senador. Apesar de todas as evidências, o Ministério Público do Distrito Federal só ajuizou uma ação por improbidade administrativa contra Roriz em abril deste ano, três anos depois da renúncia.Uma possível razão para essa demora pode estar no depoimento de Arruda. Segundo Arruda, em julho do ano passado a promotora de Justiça Deborah Guerner lhe relatou ter recebido de Roriz três parcelas no valor de R$ 800 mil cada uma como pagamento para o Ministério Público não ajuizar ação contra o ex-governador. Roriz nega: “Isso não é verdade. Não paguei propina e sequer fui formalmente investigado”.
Arruda foi afilhado político de Roriz. Hoje, eles são desafetos. Arruda desconfia de que Roriz está por trás das denúncias que o tiraram do poder e o levaram para a cadeia. Arruda poderia ter inventado essa história apenas para prejudicar Roriz? Sim. Mas outros documentos reforçam sua versão. Um deles foi um depoimento prestado ao Ministério Público Federal por Durval Barbosa – operador de esquemas de corrupção nos governos Roriz e Arruda e delator do escândalo desencadeado pela divulgação dos vídeos em que os políticos de Brasília recebem dinheiro supostamente ilegal. No depoimento, Durval afirmou que foi procurado por Deborah Guerner e por seu marido, Jorge Guerner, para ajudá-los a receber R$ 800 mil de Joaquim Roriz. Seria mais uma parcela de um total de R$ 4 milhões que teria sido acertado para que Roriz não fosse processado por causa da Operação Aquarela.
Segundo Arruda, promotora lhe disse que Roriz
pagou propina para não ser denunciado à Justiça
O MPF investiga também uma denúncia feita por Durval Barbosa em que ele diz que Arruda pagou R$ 150 mil por mês a Deborah Guerner e ao ex-procurador-geral de Justiça Leonardo Bandarra para favorecer empresas contratadas pelo governo de Brasília para a coleta de lixo. Em seu depoimento aos procuradores da República, Arruda afirmou também que foi chantageado por Deborah para favorecer uma empresa excluída de um contrato de coleta de lixo. Deborah teria exigido que essa empresa fosse contratada para a prestação de outros serviços para o governo do Distrito Federal. Diz Arruda no depoimento: “Que Deborah Guerner subiu o tom das ameaças, afirmando: ‘Então o senhor vai ver suas imagens na televisão e nenhuma explicação sua será capaz de amenizar o impacto’”. Deborah Guerner confirmou que esteve com Arruda na residência oficial do governador do Distrito Federal. “Estive lá, sim. Mas não vou falar sobre o que conversamos.” A promotora se negou também a comentar a denúncia de que teria chantageado Arruda e recebido propina de Roriz.
ÉPOCA apurou que o encontro entre Arruda e Deborah teria ocorrido no dia 10 de julho do ano passado. Os preparativos para a reunião foram gravados em vídeo por Deborah. Ela gravou também um telefonema para o então vice-governador, Paulo Octávio Pereira, em que pediu ajuda para marcar a reunião com Arruda. Deborah registrou também uma conversa com Leonardo Bandarra, em que pediu orientação sobre como deveria se comportar com Arruda. Bandarra teria aconselhado a promotora a simular um ataque de nervos caso o governador se negasse a atender à exigência. Ela, aparentemente, teria seguido a recomendação. “No encontro, Deborah Guerner transitou entre irritação e destempero”, descreveu Arruda em seu depoimento aos procuradores. Bandarra nega que sabia da reunião entre Arruda e Deborah Guerner. Também desmente interferência nas investigações da Operação Aquarela.
As gravações feitas por Deborah foram registradas por um sistema interno de câmeras com sensores infravermelhos, instalados em três ambientes em sua casa, capazes de registrar até imagens no escuro. São milhares de horas de gravação que foram apreendidos pela Polícia Federal. Antes Deborah havia dito que sua casa era um verdadeiro big brother. Na semana passada, ela foi irônica ao comentar o fato. “Com tudo isso, é um serviço e tanto que tenho prestado à Justiça”, disse.
Saiba mais
»Arruda reaparece em público
Em seu depoimento, Arruda afirmou também que relatou as ameaças de Deborah ao diretor-geral da Polícia Federal, delegado Luiz Fernando Corrêa, num encontro em que teria denunciado uma parceria entre a promotora e o delator Durval Barbosa. No encontro, segundo Arruda, Corrêa teria lhe prometido acompanhar o caso e também lhe dado um conselho para não demitir Durval. “Esse encontro simplesmente não aconteceu. Nunca falei com o governador sobre esse assunto”, disse Corrêa.
O depoimento de Arruda é importante porque adiciona à investigação sobre o esquema de corrupção em Brasília as informações de quem comandava toda a máquina administrativa do Distrito Federal, inclusive a Polícia Civil. Essas informações aparecem num momento em que a disputa eleitoral entre Roriz e o candidato do PT ao governo de Brasília, Agnelo Queiroz, entra na fase final. Alijado do poder, Arruda continua a ser personagem fundamental na política de Brasília.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Atuação sindical e MPU
por Artur Marciano
Vice-presidente da ASMIP
A campanha pelo reajuste salarial (PCS) evidenciou o suposto caráter dos servidores públicos para a opinião pública brasileira.
O crescimento da mobilização dos servidores do Poder Judiciário, marcada pela manutenção e ampliação de movimento grevista, ganhou espaço na mídia brasileira e estimulou críticas de diversos órgãos de imprensa, notadamente, no que diz respeito ao índice de reajuste salarial proposto no texto do Projeto de Lei nº 6.613/2010, em trâmite na Câmara dos Deputados, desde o segundo semestre de 2009.
De acordo com as matérias publicadas, o reajuste salarial alimentaria um grupo de 'marajás do serviço público', especialmente do Poder Judiciário. Os argumentos usados por determinados órgãos de imprensa vão do índice de reajuste (56%) até os supostos valores a ser recebidos por servidores de nível auxiliar e de nível analista (em termos absolutos, de R$8.000,00 a R$30.000,00, respectivamente).
A qualidade do material jornalístico produzido expõe o pensamento da maioria da mídia brasileira, no que tange ao controle estatal de áreas fundamentais de atendimento ao cidadão. É importante que se tenha claro que a mídia não tem existência autônoma, mas é paga, financiada e sustentada por um grupo de indivíduos concretos interessados em manter ou ampliar sua influência sobre a opinião pública e, assim sendo, ela torna-se emissora da concepção do Estado como fiador da iniciativa privada, em prejuízo do bem-estar da maioria da população. São diárias as demonstrações de repulsa, na grande imprensa brasileira, a qualquer movimento do Estado em direção ao aumento da distribuição de renda e ao aumento da importância da coletividade (especialmente, àqueles cidadãos com menos renda mensal e, consequentemente, mais necessitados da ação do Estado).
Nesse contexto, o Ministério Público não fica isento dos efeitos do Estado que se permite manipular pela pressão do mercado e pela concentração de renda em pequenos grupos socialmente organizados. A terra, as comunicações, a cultura e a tecnologia permanecem sob controle desses grupos e à Justiça brasileira cabe dirimir disputas inerentes ao avanço de demandas populares por mais distribuição de riquezas e por melhores condições de vida – o que implica maior distribuição de renda e de poder.
A direção sindical deve manter-se alerta quanto à opção a ser tomada em duas frentes básicas: a formação de opinião da categoria e a crítica da atuação institucional do Ministério Público.
Diante dessa realidade, a diretoria sindical deverá mover mais recursos para a estruturação de assessoria de imprensa militante em prol do fortalecimento de alternativas sociais de organização coletiva, mediante ação dos agentes públicos oficiais (servidores públicos e membros do MPU).
O modelo atual de imprensa classista está focado no reforço da crença que os trabalhadores são vítimas inocentes da História, ao passo que pouco propõe de concreto para estabelecer, de fato, o protagonismo social dos trabalhadores e, em especial, dos servidores públicos como possíveis agentes de transformação da sociedade. Em decorrência dessa situação, nem os servidores públicos são instigados a participar (organizados em suas entidades representativas) da vida política e social da cidade ou do País nem se pode alegar a importância desses trabalhadores para a coletividade (quando isso ocorre, é destacada a iniciativa de um ou outro servidor, relegado ao patamar de um ente especial, dissonante do todo medíocre).
Verdades da má prestação dos serviços públicos à população:
• razões e reações
A qualidade dos serviços públicos prestados à população brasileira tem de ser avaliados frenquentemente elas entidades de classe. Em geral, tal procedimento é realizado por iniciativa governamental ou pela iniciativa privada, contudo a direção sindical deve coordenar esforços para captar informações acerca da opinião da sociedade acerca dos serviços prestados pelo Ministério Público e pelos servidores públicos..
Mentiras sobre os servidores públicos:
• interesses daqueles que querem o 'Estado mínimo'
• papel da imprensa
Realidade do serviço público no Brasil:
• relatório do IPEA
• privatizações de FHC (resultado)
Crise na Europa e ataque aos servidores públicos:
• Grécia, Espanha, Portugal etc.
O MPU e a defesa dos interesses da coletividade.
O MPU em choque com interesses privados ('Carne Legal')
Ataque ao MPU ('Lei da Mordaça' etc.)
Qual o papel do SINASEMPU nesse conflito de interesses?
Qual a postura do SINASEMPU perante a Administração, os interesses da categoria e as
prerrogativas do MPU?
Qual o papel do SINASEMPU perante a Administração, os interesses da sociedade e as
prorrogativas do MPU?
Vice-presidente da ASMIP
A campanha pelo reajuste salarial (PCS) evidenciou o suposto caráter dos servidores públicos para a opinião pública brasileira.
O crescimento da mobilização dos servidores do Poder Judiciário, marcada pela manutenção e ampliação de movimento grevista, ganhou espaço na mídia brasileira e estimulou críticas de diversos órgãos de imprensa, notadamente, no que diz respeito ao índice de reajuste salarial proposto no texto do Projeto de Lei nº 6.613/2010, em trâmite na Câmara dos Deputados, desde o segundo semestre de 2009.
De acordo com as matérias publicadas, o reajuste salarial alimentaria um grupo de 'marajás do serviço público', especialmente do Poder Judiciário. Os argumentos usados por determinados órgãos de imprensa vão do índice de reajuste (56%) até os supostos valores a ser recebidos por servidores de nível auxiliar e de nível analista (em termos absolutos, de R$8.000,00 a R$30.000,00, respectivamente).
A qualidade do material jornalístico produzido expõe o pensamento da maioria da mídia brasileira, no que tange ao controle estatal de áreas fundamentais de atendimento ao cidadão. É importante que se tenha claro que a mídia não tem existência autônoma, mas é paga, financiada e sustentada por um grupo de indivíduos concretos interessados em manter ou ampliar sua influência sobre a opinião pública e, assim sendo, ela torna-se emissora da concepção do Estado como fiador da iniciativa privada, em prejuízo do bem-estar da maioria da população. São diárias as demonstrações de repulsa, na grande imprensa brasileira, a qualquer movimento do Estado em direção ao aumento da distribuição de renda e ao aumento da importância da coletividade (especialmente, àqueles cidadãos com menos renda mensal e, consequentemente, mais necessitados da ação do Estado).
Nesse contexto, o Ministério Público não fica isento dos efeitos do Estado que se permite manipular pela pressão do mercado e pela concentração de renda em pequenos grupos socialmente organizados. A terra, as comunicações, a cultura e a tecnologia permanecem sob controle desses grupos e à Justiça brasileira cabe dirimir disputas inerentes ao avanço de demandas populares por mais distribuição de riquezas e por melhores condições de vida – o que implica maior distribuição de renda e de poder.
A direção sindical deve manter-se alerta quanto à opção a ser tomada em duas frentes básicas: a formação de opinião da categoria e a crítica da atuação institucional do Ministério Público.
Diante dessa realidade, a diretoria sindical deverá mover mais recursos para a estruturação de assessoria de imprensa militante em prol do fortalecimento de alternativas sociais de organização coletiva, mediante ação dos agentes públicos oficiais (servidores públicos e membros do MPU).
O modelo atual de imprensa classista está focado no reforço da crença que os trabalhadores são vítimas inocentes da História, ao passo que pouco propõe de concreto para estabelecer, de fato, o protagonismo social dos trabalhadores e, em especial, dos servidores públicos como possíveis agentes de transformação da sociedade. Em decorrência dessa situação, nem os servidores públicos são instigados a participar (organizados em suas entidades representativas) da vida política e social da cidade ou do País nem se pode alegar a importância desses trabalhadores para a coletividade (quando isso ocorre, é destacada a iniciativa de um ou outro servidor, relegado ao patamar de um ente especial, dissonante do todo medíocre).
Verdades da má prestação dos serviços públicos à população:
• razões e reações
A qualidade dos serviços públicos prestados à população brasileira tem de ser avaliados frenquentemente elas entidades de classe. Em geral, tal procedimento é realizado por iniciativa governamental ou pela iniciativa privada, contudo a direção sindical deve coordenar esforços para captar informações acerca da opinião da sociedade acerca dos serviços prestados pelo Ministério Público e pelos servidores públicos..
Mentiras sobre os servidores públicos:
• interesses daqueles que querem o 'Estado mínimo'
• papel da imprensa
Realidade do serviço público no Brasil:
• relatório do IPEA
• privatizações de FHC (resultado)
Crise na Europa e ataque aos servidores públicos:
• Grécia, Espanha, Portugal etc.
O MPU e a defesa dos interesses da coletividade.
O MPU em choque com interesses privados ('Carne Legal')
Ataque ao MPU ('Lei da Mordaça' etc.)
Qual o papel do SINASEMPU nesse conflito de interesses?
Qual a postura do SINASEMPU perante a Administração, os interesses da categoria e as
prerrogativas do MPU?
Qual o papel do SINASEMPU perante a Administração, os interesses da sociedade e as
prorrogativas do MPU?
Assinar:
Postagens (Atom)




